Estratégia e histórias de marca
Como comparar storytelling e storydoing sem substituir um rótulo pelo outro?
Compare storytelling e storydoing pelas definições de quem os usa e pelas relações entre história, ação e continuidade.
Revisado em
Adaptação editorial da Storytellers a partir de O Guia Completo do Storytelling, de Fernando Palacios e Martha Terenzzo. Os exemplos hipotéticos e exercícios foram elaborados para esta adaptação. A coautoria da obra não implica redação ou aprovação pessoal desta versão pelos coautores.
Assuntos: Estratégia
Trocar o nome não resolve a distância entre promessa e prática.
Comparar storytelling e storydoing exige explicitar as definições adotadas e examinar como narrativa e ações se relacionam num projeto. Fernando Palacios e Martha Terenzzo defendem, no Guia Completo do Storytelling, que história e prática são indissociáveis. Esta aplicação propõe examinar a história que a marca conta, as ações que a sustentam e sua continuidade. O nome escolhido não comprova, por si, coerência ou resultado.
Nesta leitura
Por que a equipe continua sem decisão depois de trocar o termo?
Num exemplo hipotético, uma empresa quer substituir a palavra storytelling por storydoing na apresentação de uma iniciativa. Já refez os títulos, mas ainda não definiu o que mudará no atendimento nem como as pessoas participarão.
A discussão precisa distinguir linguagem de classificação e decisão de implementação. Um novo nome pode organizar uma proposta; não demonstra que a ação correspondente existe.
Como relacionar os dois termos a partir do Guia?
Em O Guia Completo do Storytelling, Fernando Palacios e Martha Terenzzo defendem que ações contínuas precisam de uma história coerente e recusam separar storydoing de storytelling. Essa é a tese dos coautores, situada no debate do manuscrito.
Para analisar um projeto, podemos tratar storytelling como o trabalho de construir e tornar compreensível uma história, e storydoing como a atenção às ações pelas quais ela é vivida. São recortes operacionais para este exercício: não estabelecem a origem dos termos nem uma definição única para o setor.
O que acontece quando cada lado usa storytelling com outro sentido?
Antes de comparar, peça que a equipe escreva o que chama de storytelling e o que chama de storydoing no projeto. Se os termos descrevem coisas diferentes para cada participante, a discussão pode confundir uma escolha de linguagem com a execução de uma iniciativa.
Na iniciativa hipotética, essa confusão pode consumir a reunião inteira e deixar a promessa operacional sem responsável. O custo é resolver o vocabulário de uma apresentação e manter o projeto indefinido.
Quais são as forças e os limites das duas ênfases?
Priorizar a construção narrativa pode tornar a proposta compreensível e dar coerência às experiências. Priorizar a transformação da operação pode alterar o que as pessoas realmente encontram. Os critérios são sentido e entrega: a primeira não executa sozinha a mudança, e a segunda não garante que a relação entre ações seja percebida ou compartilhada.
Essas ênfases podem trabalhar juntas. Nenhuma deve ser reduzida à caricatura de palavras vazias ou de ação sem pensamento. Avalie a proposta concreta e as relações entre história, ação e continuidade.
Como trazer o debate de volta ao projeto?
Na iniciativa hipotética, escreva a experiência prometida, a ação que a sustenta, quem responde pela execução e como ela continuará depois da apresentação. Depois explique que relação a história ajuda as pessoas a reconhecer.
Se a única mudança foi o nome da campanha, registre isso como mudança de linguagem. Se houve alteração de produto ou processo, examine seu alcance e sua continuidade. Esse exercício novo aplica o debate; não pretende arbitrar uma definição única para todo o setor.
Como preservar a autoria sem transformar a tese em consenso?
O livro registra a interpretação de seus coautores sobre a relação entre história e prática. A análise do desempenho de uma organização exigiria evidências próprias e uma pergunta de avaliação; a defesa de uma tese não comprova seus efeitos.
A tese dos coautores sustenta a leitura conjunta de história e ação. O exercício desta adaptação transforma essa leitura em perguntas sobre responsabilidade, experiência e continuidade. Não apresenta uma escala de desempenho nem prova que o uso de um termo produz resultados.
Qual pergunta ajuda a concluir a reunião?
Pergunte: que ação vivida torna a história demonstrável, qualquer que seja o nome usado? Peça uma resposta que permita localizar responsabilidade, experiência e continuidade.
Conserve o termo que melhor descreva o projeto e a tradição conceitual adotada, com atribuição correta. O trabalho substantivo está nas relações que a proposta consegue sustentar, e não em proclamar que uma palavra substituiu definitivamente a outra.